terça-feira, 2 de março de 2010

Alerta Vermelho

27.02.10 Mar ainda mais Vermelho
Invasão a Leixões naquela que se poderá intitular como uma verdadeira pescaria de golos, com o leme a ser conduzido pelo Angel Di Maria, que começou com um robalo e acabou com um peixe-agulha, tal tiro de precisão levava a bola, e pelo meio oferece uma sardinha bem saborosa.
A invasão começou logo no aprovisionamento dos bilhetes, tendo sido estabelecida a venda à unidade pelos dirigentes do Leixões. Minha senhora, quero bilhetes a metro! “Como?!”, não percebeu…quero 1,40m de bilhetes! “Como?!”, continua sem perceber, queria 15. 15? Sim cara senhora e amanhã são mais 10.
A ameaça de alerta vermelho intitulada por altas patentes fazia todo o sentido, onde joga o Benfica a ameaça de invasão vermelha é fatal como o destino…e se os ditos anteviam ventos de 160km e chuvas torrenciais, nós prevíamos golos e mais uma exibição categórica da demonstração da nossa força.
Com um Tri Maria endiabrado num terreno pesado, a goleada foi bem conseguida, com o tsunami a acontecer na segunda parte, em que a encosta era mais Vermelha que na primeira.
Um agradecimento especial à ANA, por um magnífico controlo aéreo demonstrado na noite chuvosa de sábado, cada avião cada golo, e que destino terá tido o avião do golo anulado?!



Ultras Ovar
DEMASIADO FIEIS PARA DESISTIR!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Benfica maior que Portugal…

09.02.10 Derby dos Derbies

E o sorteio dita visita ao covil dos lagartos!! Despertando as mais variadas análises pseudo-técnicas…rapidamente o telemóvel apita e sms do colega ultra citando: “…f#da-s$ e eu em princípio com exame ”, nem meia hora e outra sms com a pulsação já dentro dos limites admissíveis para comuns mortais “Vou c#g&r para o exame…bota para Alvalade…”, escreveu-se a lei inadmissível de infringir.

Qual sinal dos deuses o cálculo das contas passou para o dia seguinte ao cálculo das tácticas, qual sinal dos Deuses, qual motivação extra e vitamina adicional para vencer o cansaço e a adrenalina que nos esperava.

E lá chegou o dia, sempre desejoso que cedo comece e que tardio acabe, manhã crescida e toca a embrulhar as sandochas e a preparar a marmita, cachecol recolhido e ritual em marcha para mais uma deslocação, mundo na gaveta porque o coração já só batia para o derby.

Paragem na área de serviço para abrir o farnel e ensaiar os primeiros acordes na bola e toca a rumar mais a Sul. O pensamento era tanto que o satélite nos conduziu ao sambódromo do cortejo, o caminho encontra-se trilhado para os peões e não para os veículos, nada melhor que dar o pisca e em plena Telheiras encostar e perante a autoridade solicitar qual o rumo a seguir em direcção ao asfalto da 2ª circular que tanto ansiávamos. “Vira á direita” disse ele, aproximando-se do veículo e constatando a azia tremenda de ter sido prestável ao inimigo…rápido sinal de arrependimento se traduziu numa medonha comichão, parvos das ideias, embraiagem carregada, primeira engatada e pneu a chiar por lá fora, e a 2ª circular lá nos conduziu à Luz que nos ilumina.

A multidão acotovelava-se, indiferente á intempérie que se abatia na Luz, acontecimento verdadeiramente nacional que surge tão forte que não há bátega de água nem de frio que afugente os adeptos.

Dois clubes de Lisboa, com berços diferentes e uma rivalidade sempre acesa, iam defrontar-se no dia em que nenhuma revolução teria sucesso, o dia em que o jogo apaixona e mobiliza a diáspora, e nós, os verdadeiros, estivemos lá.

Cortejo na rua e adrenalina bem viva rumo a Alvalade numa das maiores deslocações, sempre vibrante e imponente a nossa eterna marcha. Chegada ao estádio e a ânsia de lá entrar transbordava a barreira policial, ambiente tenso e primeiro aperto ao cerco formado, queríamos era entrar no covil dos leões, sem receios, de peito aberto. E lá em dentro primeiro mergulho no mar vermelho, brutal apoio, sublime e entusiasmante colorido vibrante, João Pereira na rua, golo e natural vulcão em erupção!


Rasteiro como um lagarto, a bola lá entrou na baliza encarnada, pequena gota na lava que invadia o relvado e se propagava bem longe através das ondas hertzianas nos mais diversos meios transmissíveis. Respirava-se derby e ar, este a muito custo, tal ofegante era a nossa ânsia pelo jogo. Presenteados com o show das bancadas, os onze lá se deliciavam na relva e nos correspondiam com uma exibição que nos enchia de certeza e creditavam veementemente um dos cânticos…”a jogares assim à bola, tu serás o campeão…”


E o radar da A8 não esteve em Alvalade para monitorizar o golo do perigoso Óscar Cardoso, que aumentou os decibéis do nosso louvor ao Benfica, e não só…ajuda e apoio ao Sporting também se fez notar, da nossa parte lá está, e só não nos permitiam ajudar a Juve Leo na sua coreografia inicial a virar a faixa ao contrário, ou o próprio estádio, força e vontade existiam para isso.

Terminado o espectáculo dos jogadores, que tal um dé já vú do jogo do campeonato!? T 106 no colete, calças rasgadas e a menina do relvado do campeonato, deu lugar á menina da câmara na taça da liga. Atenções apenas desviadas para a despedida do staff da Torcida e da Juve Leo e para a subida ao relvado do eterno 10, que nos presenteou com um singelo agradecimento.



E restava deixar sair o maior de Portugal, fez-se, viveu-se e escreveu-se história.




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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ano novo, vitória nova

31.01.10 De novo no Inferno
Chegara o dia do primeiro jogo do campeonato de 2010 na luz, e logo contra o Guimarães, vingança anunciada e inegavelmente desejosa que acontecesse. Pressionado pelos triunfos dos adversários, a obrigação não foi outra que não levar de vencida a raiva de Assis. A estratégia para cumprir com os objectivos, passou pela classe de Aimar e pela raça de Martins, á lei da bomba lá exaltou o inferno sempre intenso que mais uma vez embalou a equipa para uma boa vitória.
Literalmente em cima do relato, lá se assistiu ao jogo da central, que prazer foi observar toda a panorâmica do nosso sector em toda a sua extensão e que martírio foi lá estar a viver á distância a chama característica daquele aglomerado de ultras.
Sempre presentes e proporcionando mais uma homenagem a quem nos apoia agora lá em cima, marcou-se a presença e mais uma vez se gritou bem alto, somos Benfica.



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Eu já Nasci Lampião, Tenho Orgulho em Dizer…

24.01.10 Vila do Frio mais Quente
Novamente no estádio dos Arcos para nova enxurrada encarnada. Ditou os números que o Benfica teria de ganhar para continuar a defender o caneco ganho o ano passado no Algarve, como se o Benfica precisasse de motivação para que tal acontecesse…no topo Nascente mais composto que para o campeonato, o apoio foi mais intenso, na tv a fumarada fez-se notar bem nítida.
O caminho já estava traçado, encontro no sítio do costume, e toca a rumar a Vila do Conde, passagem por debaixo dos arcos, qual bênção qual ritual futebolístico para aqueles lados e estávamos já a respirar de perto a atmosfera da competição.
O jogo fora mais disputado que para o campeonato, com um pouco mais de emoção graças a um quase penalty fantasma que apenas assustou os menos atentos, Di Magia resolveu num pontapé cruzado que só parou lá dentro e rebentou com a festa até ao fim.
Muito antes tinha rebentado a fumarada no nosso sector, para apimentar um pouco a adrenalina que nos corre nas veias e nos faz gritar bem alto.



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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Benfica, Sempre Sempre até morrer

09.01.10 Vila do Frio
2 graus negativos, 1 golo positivo foi o resultado do primeiro jogo do campeonato deste ano e por sinal o último da primeira volta. Importante vitória num campo sempre difícil, certo que a exibição ficou aquém do que sempre se deseja, mas mais certo é que são estas vitórias que nos impulsionam para o título.
Valeu-nos mais uma vez o suspeito do costume dos últimos jogos, El Conejo voltou a decidir num remate cheio de oportunismo que descansou as hostes benfiquistas que apesar de não estar ainda na red line do desespero, precisava de algo para fervilhar no meio do frio. Há uns jogos atrás o mote era Benfica até debaixo de água, ontem poderia ser Benfica até no pólo Norte.
Com uma Nascente praticamente lotada de vermelho, o apoio foi constante nos dois extremos da bancada, factor importante e valorizado por Jesus na crónica ao jogo.
É certo que não se esteve ao nível de outros jogos, no entanto ressalva-se os suspeitos do costume sempre presentes perante as adversidades temporais.
E porque nem tudo terá de ser entendido pelos que não estiveram lá, agora 2m!, Benfica sempre sempre até morrer…


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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Domingo à BENFICA!

20.12.09 Lisboa Capital, Porto Sucursal
9 da matina e já se fervilhava dentro do autocarro que nos guiaria rumo a Lisboa. Numa luta desenfreada de frio e chuva que se avizinhava, as nossas almas rejubilavam com a esperança de ir á capital e trazer uma vitória sobre o povo do norte.
Chegada a Lisboa, a temperatura exterior contrastava com os nossos corações, estava um frio que arrepiava o mais fervoroso dos adeptos, intimidados? Nem um pouco!
Adquirido o ingresso para o futsal, toca a almoçar para recarregar baterias para a tarde e noite de intenso apoio ao clube.
E começou bem a tarde de domingo, com um autêntico recital de futsal, a nossa equipa brindou-nos com uma superioridade assustadora frente a um Freixieiro completamente esmagado pela onda vermelha, estava dado o mote para o prato principal do dia.
De barriga cheia com tantos golos, restava enfrentar a chuva até que as portas se abrissem. Em família lá se entoavam os primeiros gritos de apoio até chegarmos ao nosso sector.


Era grande a expectativa para aquele jogo, por um vasto rol de adversidades, exibição em Olhão, baixas de vulto, estado do relvado, etc…mas também por um estádio cheio de adeptos, por um ambiente adverso em todos os sentidos e pela qualidade dos artistas aptos…e se os artistas são bons, a qualidade do palco pouco interessa.
Arrepiante, empolgante, intensa…arrepiante voo da águia, empolgante coreografia, e intensa a chama no sector 22.
E aos 22 se deu o momento alto do jogo com um toque de classe do El Conejo para o fundo da baliza, dançou-se o tango á chuva.
O sector estava activo, cheio, um pouco dividido, mas sempre vivo, com os ultras de ocasião e com os de paixão, paixão pelo Benfica e pelo grupo.
O Benfica uniu-se no espírito e na atitude, na ambição e na capacidade de luta, e na disponibilidade total para se atirar de cabeça, mas sempre com cabeça para o imenso desafio de levar a melhor sobre o adversário.

Cheira bem, cheira a Lisboa…e para todos um Bom Natal.



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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Deixem Passar o Maior de Portugal

28.11.09 Invasão a Alvalade
Finalmente chegara o dia da mais mítica das deslocações, a ida ao covil do lagarto. Muita expectativa no regresso do campeonato para o derby que mexe com a capital.
Agrupamento da malta e toca a arrancar rumo a Alvalade XIXI, Alvalade XIXI…com a nossa tarja a marcar o passo lá fomos nós de gargantas bem afinadas no maior momento do evento, segunda circular por nossa conta e loucura ao rubro com muitas tochas e lacrar o nosso rasto. Emaranhado de prédios e primeiras picardias aos lagartos, estávamos a chegar.
No estádio toca a subir rumo à superior e ali estávamos nós instalados e aptos para o grande derby, bastante táctico por sinal e com um nulo no resultado mas não na festa. Exibição um pouco abaixo do que se estava à espera, com um ou outro lance que poderia resultar num golo. Talvez se tenha ditado o adeus do Sporting ao título, como bom benfiquista que se preze, os votos de um bom Natal ao lagarto começaram ainda em Novembro.
Terminado o jogo e bruá para a menina que fora compor o tapete, tapa o buraco, allez allez tapa o buraco…explicar aqui a necessidade de registar este momento fica para aqueles que lá estiveram…sim porque relatar toda a envolvente e as peripécias de um jogo como este, só é perceptível para aqueles que lá estiveram… e para os que não estiveram, aqui fica mais uma para baralhar…Benfica até de Pé Descalço!!!
E em altura de celebrações da queda do muro de Berlim, ali estivemos nós a saltar muros nos subúrbios do estádio, deixados ao abandono estávamos juntos no formigueiro de volta rumo à Luz, e caso fossemos interpelados naquela marcha conjunta, o nosso lema seria, Deixem passar o maior de Portugal, o maior de Portugal.


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