segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Viver a paixão imensa a mais de 3000km…

Estar temporariamente impossibilitado de poder juntar a nossa voz aos que constantemente lutam jogo após jogo por manter a chama viva é algo que nos faz alguma confusão.

Ouvir pela radiofonia o apoio dos nossos colegas que junto da equipa se fazem ouvir, é algo que nos causa arrepios e um sentimento nostálgico difícil de explicar.

Mas quando o amor é grande, tudo se ultrapassa e o facto de comprovar a grandeza do clube além fronteira é uma pequena vitória que nos alegra e nos ajuda a contar os dias para o regresso. O facto de dizer a um Desailly que sou de Portugal e ele sorridente mostrar a sua veneração pelo nosso Maestro, é algo que nos marca.

Atravessar o caótico trânsito da cidade e ver um puto com uma camisola do Benfica desperta-nos o nosso orgulho.

Perguntar a um ex-craque do Ghana que jogou nos maiores clubes germânicos sobre o melhor jogador português que defrontou e elevarem João Vieira Pinto a este patamar é algo de fantástico.

Seguindo o mote “Vai de férias com o teu Caxe” e adaptando-o a “Para onde fores leva o teu Caxe”, além fronteiras lá se levou uma pequena memória física para poder estar mais perto daquilo que nos move.

Os livros de bolso dizem e é verdade, a distância traz a saudade mas nunca o esquecimento, e este perdura imune a tudo e a todos, tal como diz o lema: DEMASIADO FIÉIS PARA DESISTIR!

Vermelhão

Reunidas as tropas com algumas horas de antecedência num tasco mais próximo para se confraternizar um pouco e “afugentar” o frio no meio de umas loiras e uns digestivos, partimos já um pouco atrasados da hora planeada. No entanto como a viagem também era curta até Aveiro encontrávamo-nos tranquilos. Ainda para mais estreávamos nesta deslocação o “vermelhão” facto que elevou ainda mais a festa durante a curta mas mesmo assim animada viagem.

Chegados a Aveiro, foi fácil entrar no recinto e encontrar estacionamento, facto esse que denunciava desde logo que a ferida aberta em Israel teria desmobilizado muita gente e nem mesmo a perda de dois pontos por parte dos Porcos no dia anterior tinha ajudado a sarar.

Mesmo assim não temos duvidas que o beira-mar fez neste jogo a sua melhor casa da época.

Mas isso é outro assunto que pouco nos importa.

Decididos a manter a boa disposição que já trazíamos de Ovar, procuramos o tasco que oferecesse melhores condições, leia-se cerveja barata, e um sítio quente de preferência. Um dos elementos lembrou-se de um local perfeito, e lá foram eles em direcção ao café Tabu na certeza de encontrar os requisitos mencionados e ainda com um bónus de serem atendidos pela famosa dupla R|R e lá estavam elas. Conhecido pelo excelente atendimento aquando da supertaça, as expectativas não foram desfraldadas e para quem no grupo não conhecia o café Tabu ficaram logo convencidos da excelência do espaço. Aproveitamos a hora seguinte para que se enchesse o “deposito” afinasse a voz e engana-se o estômago com alguns petiscos.

A hora começava a apertar e decidimos então despedirmo-nos da Regina e Rita com a pena de as deixarmos ali tão sós, mas com a certeza que mais tarde ou mais cedo ali voltaremos.

Em direcção ao estádio cada vez mais animados, foram-se entoando os primeiros cânticos da tarde ao aferir que todos estávamos preparados e reunidos decidimos entrar. Nota para a revista minuciosa para que fomos alvo (confiscados cachecóis, etc) triste ideia de algum frustrado, enfim.

Já colocados no nosso sector aproveitamos os minutos antecedentes ao inicio do jogo para confraternizar com pessoal do grupo que só se vê na altura dos jogos e ultimar os preparativos para mais 90min a puxar pelo Benfica.

Primeira parte em que só da Benfica, mas que peca um pouco na hora da finalização, alguma indecisão e também muita sorte para os auri-negros que mesmo não sabendo bem como conseguem desviar enumeras bolas de golo, no entanto a justiça foi feita e mesmo em período de descontos da primeira parte o Benfica desfez o 0-0 através de Cardozo (g.p), nota para uma g.p. por mão na bola que ficou por marcar na área do Beira-mar, aliás bastante fraco o auxiliar que acompanhou o ataque do Benfica na primeira parte.

Na segunda parte o Benfica voltou aparecer forte em momentos fazendo lembrar o futebol atraente e letal da época passada, Cardozo fez novamento o gosto ao pé num bonito remate fora de área e ainda teve tempo para uma assistência para Saviola fazer o 3-0 (excelente regresso de Cardozo após lesão).

O tento de honra do Beira-Mar surge já nos 10min finais numa altura em que tudo estava decidido.

Quanto ao apoio, bela presença no nosso sector, com bastantes bandeiras e estandartes, um apoio incessante ao longo dos 90min, dando uma demonstração de força e que o Benfica é a nossa vida. Alguns fumos na altura dos golos o que sem duvida embeleza o espectáculo e traz um maior colorido.

Uma boa presença, e fica a satisfação de termos voltado rapidamente as vitórias.

De volta no nosso vermelhão, iniciamos a rápida viagem de regresso desejosos de encontrar um poiso quente.

Por fim nota, para o número de pessoal que levamos connosco desta vez, queremos ver mais vezes esse apoio e a presença, “O BENFICA SOMOS NÓS”.

DV Ovar, aqui e sempre para a luta.


Ultras Ovar82®

DEMASIADO FIEIS PARA DESISTIR

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

BENFICA ATE MORRER!

Ultras Ovar82®
DEMASIADO FIEIS PARA DESISTIR

sábado, 16 de outubro de 2010

Benfica-Braga

Depois de uma semana à procura de transporte que me rumaria a Lisboa, acabei por ir de carro com mais uns elementos do grupo, saída por volta das 11 da manha.

Durante a viagem muita gargalhada através das melhores petas, "telefonemas Paulo Carvalho". Mal chegamos a Lisboa, hora de almoçar, e vareiro que se preze vai ao MAC! Para não variar lá vai mais um Big Mac com uma cola.

Estava na hora de ir dar uma voltinha ao estádio e de ainda ir ver o jogo das seniores femininas de futsal, que deram uma tareia a uma equipa qualquer…

Hora do jogo marcada, e nós já lá dentro, a ver a águia vitoria a dar mais um show. As equipas sobem para o relvado e ai está, mais uma fumarada dos diabos, muitas tochas com muitas bandeiras, cachecóis e estandartes no ar, uma grande coreografia.

A primeira parte acaba 0-0 com o Benfica muito superior a um Braga, que parece que veio à luz só para defender e queimar tempo, na bancada o apoio na primeira parte muito bom, com o apoio bastante mente constante (de salientar que o sector estava muito bem composto, e é para continuar assim).

Segunda parte o Benfica só consegue marcar o golo aos 73 mins por Carlos Martins um golaço, que já punha os adeptos benfiquistas com os nervos à flor da pele. Os 10 mins finais o Braga pressionou mais, mas não teve qualquer lance nítido de golo, o Benfica ganha por 1-0. Nas bancadas os diabos na segunda parte muito abaixo da primeira, se na primeira parte o apoio tinha sido constante na segunda foi muitas vezes a espaços, e isso não pode acontecer…

De realçar ao intervalo o agradecimento dos jogadores de hóquei patins ao nosso sector, depois de terem ganho a supertaça frente aos porcos. O hóquei ainda continua a ser uma modalidade muita acarinhada por nós!

Estava na hora de voltar a despedir do pessoal, e rumar a Ovar, mas ainda havia tempo de ir ao MAC! Mas desta vez era: “Albano dá-me um BIG MAC e uma COLA!”.

Depois de mais uma longa viagem de regresso, cansados a desesperar por uma cama onde pudéssemos dormir, de salientar a grande vitória frente ao Braga que nos colocou no 2º posto.

PS: Pedimos desculpas pelo tempo que demorou a ser publicada

Ultras Ovar82®
DEMASIADO FIEIS PARA DESISTIR

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Que mau arranque…


Dia 12 de Setembro, o Benfica desloca-se a Guimarães, uma das deslocações mais míticas em Portugal... Local de encontro do costume e lá fomos nós directos a Guimarães...

O Benfica volta a facilitar e assim torna-se difícil revalidar o titulo… Uma exibição aquém daquilo que se esperava, e pior ainda teve o árbitro da partida, mas não vamos alongar.


Em termos de apoio, para um jogo a uma sexta não esteve mal… As bancadas estiveram bastante coloridas, ainda houve um arremesso de tochas e alguns petardos no golo do Saviola.

Á saída, o costume, alguns confrontos com adeptos vimaranenses, ate chegar o corpo de intervenção e varrer tudo à paulada, definitivamente o costume, já estamos habituados…


Ultras Ovar82®
DEMASIADO FIEIS PARA DESISTIR

domingo, 22 de agosto de 2010

Falso Arranque II

15.08.10 Benfica 1-2 Académica
Início da liga na luz, impossível falhar a primeira jornada de um campeonato que se quer tanto ou mais espectacular que o anterior.

E a viagem começou bem cedo tal apertado era o horário cedido pela organização da excursão vinda das Caldas do Jorge!!

Á hora sincronizada, lá estava o veículo estacionado na rotunda da bola, o sítio mais indicado para a primeira escala, aguardando sob o olhar atento das autoridades lá presentes, pelo primeiro autocarro que calmamente abrandou e encostou na berma.

Bom tuga que se preze, apodera-se de imediato sobre o espaço, toca a abrir as malas laterais e meter para lá as sacas dos condimentos e as arcas com litradas de refrescos. Perante o espanto dos passageiros que logo entraram em pânico perante a pilhagem do grupo de vermelho, o motorista solta um “”ohohohoho que é isso?!”. Para espanto de todos, aquela camioneta carregada de humildes velhotes proveniente de Cinfães, tinha como destino, não o estádio da Luz, mas sim qualquer coisa como as amendoeiras em flor de Agosto ou a quinta do pão-de-ló do Ribatejo abaixo de quem vem de cima.

Refeitos de um momento bastante tenso, a informação oficial chegou de imediato, o ponto de encontro é junto á estrada principal $%#&/” toca a andar um pedaço com a tralha toda, não podiam ter avisado antes?! Questões de segurança certamente!! Pó baralho!

Já na nacional, os olhos seguiam atentos quem vinha de cima lançado sobre 2 rodas, qual volta ao bilhar grande, eles eram ás dezenas por lá fora. Refira-se que nenhum ousou mandar a boca da praxe a apupar quem ali estava já a ferver de tanto esperar pela transfega.


Á hora desmarcada lá se aproximou o dito autocarro, desta vez sem surpresas. Sentados no melhor lugar, toca a fazer carícias ao asfalto da A1 até Lisboa, autêntica velocidade de embarcação de recreio com problemas na anilha sincronizadora…o que valia era o facto do jogo ser ás 20h15 da noite, o que nos tranquilizava um pouco…por outro lado o compromisso com o Colombo poderia estar em causa, as rondas penetrantes de análise aos monumentos poderiam ser afectadas.

Com o tradicional sorteio a decorrer após a ingestão do pequeno-almoço branco fresco, os responsáveis já com sinais exteriores de boa regadela, lá deram início ao distribuir de senhas rigorosamente controladas por troca com uma moeda de 1€. Sob o olhar atento do governo civil das caldas, os prémios foram distribuídos pelos felizes contemplados.

Com duas paragens extraordinárias nas estações de serviço, nunca mais se chegava ao destino, e os nervos já queriam saltar cá para fora.

A altas horas se chegou a Lisboa, com o aviso de rapidamente se dirigirem para o autocarro após o jogo, abandonou-se o veículo e começou-se a inspirar oxigénio da nova época.

Sempre fiéis ao Colombo, o grande big big Mac mais uma vez nos confortou o estômago. Com a primeira rotina concluída, iniciou-se a habitual caminhada pelos corredores mais críticos culminando no sofá de um deles.

Consumidos os largos minutos que nos separavam do jogo, quando o ponteiro deu sinal, arrancou-se para o estádio onde se aguardou pela entrada no recinto.

Já no estádio, o início de jogo fora atípico, mesmo antes do apito inicial...para espanto de muitos sócios, a águia não realizou a habitual descida ao relvado, qual bênção dos guerreiros antes de entrarem no ringue de combate.


Os minutos iam passando e a bola não chegava com perigo á baliza desejada, até que num cruzamento a Académica inaugura o marcador que seguiu para intervalo. Segunda parte e mais combate da equipa, mais garra, mais oportunidades falhadas, e com menos um jogador adversário. Jara entra para empatar o desafio e alimentar a esperança de virar o resultado, até que bem no fim, uma chapelada monumental dá a vitória aos estudantes e gela muito benfiquista que se deslocou ao estádio.


Perante tal acontecimento, muitos sócios abandonaram de imediato o estádio, virando costas á equipa que no relvado ainda lutava por algo que naquela altura era inatingível. Tal atitude prontamente teve recado dos putos do sector que durante o jogo entoaram uma mensagem de ale ale não á Sporttv transmitindo a atitude de estar no estádio a puxar pela equipa e não ficar no sofá de casa a assistir aos jogos.

Com uma azia difícil de digerir, a viagem de regresso esperava-se complicada, não só pela logística da organização, que conseguiu reunir de imediato todos os passageiros do autocarro para arrancar rapidamente rumo a norte, menos o motorista, mas pelo mau resultado que acompanhado dos últimos jogos, nos causa algum receio do que pode acontecer.

Já no asfalto, a atitude do motorista foi outra, perante os avisos dos passageiros que incansavelmente obrigavam o homem a acelerar “pé lá em baixo cara$lho, não trava” a viagem correu menos lenta que a anterior. No entanto com as paragens em demasia, umas para deixar líquidos, outras sólidos, nunca mais se chegava ao destino. O sono ia apoderando-se, mas que mesmo assim não impediram de prestar a informação correcta e precisa á pergunta “Gent, onde fica?!” “É ali abaixo de Penalva do Castelo, deixa-me dormir pá”.

A 5 horas de completar as 24 que nos separavam da viagem de ida finalmente se chegou ao destino.



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DEMASIADO FIEIS PARA DESISTIR

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Arranque dos campeões

07.08.10 Benfica 0-2 Porto
Supertaça Cândido Oliveira para abrir o apetite de uma nova época, uma época em que se espera a renovação das faixas de campeão.
A abrir a oficialidade da mesma, uma final contra o Porto, aguardada com alguma expectativa para ver até que ponto os craques que saíram tinham deixado um legado difícil de igualar.

O palco foi o estádio da cidade dos ovos moles, e mole foi também o jogo encarnado. Algo apático e inesperado, não se conseguiu impor a velocidade e profundidade do futebol anteriormente praticado. Com um golo madrugador para complicar as contas, o desnorte foi total e o caneco foi entregue aos azuis.

Mas como a história começa cedo, a preparação do primeiro jogo fora tratada como ditam as regras, com grande expectativa e constantes pressões para saber quando sairíam os papeis que dariam acesso ao estádio.

Com tamanha antecedência, os telefonemas foram constantes, as incessantes chamadas para a pessoa mais indicada (que constantemente alterava!) para fornecer os ditos cujos foram mais que muitos!! Na hora da loucura, o estádio já estava esgotado à nossa conta, na hora da verdade o cenário foi outro…

Com o aproximar do domingo calorento (ultra e meteorologicamente falando), lá se foi preparando os tubos para levantar o nosso estandarte. Com a medida calibrada de acordo com as normas vigentes, lá se chegou a lâmina do serrote aos tubos VD16 e consumou-me o corte nos 1,30m…Operação concluída com sucesso, terminando num limpar da rebarba exterior.

À hora combinada lá se mandou sms ao pessoal a dizer que estávamos atrasados, o refúgio estava encontrado no tasco da esquina, onde se estabeleceu as primeiras directrizes da operação.

Com a bica em chama, lá se mostrou os “confetis” que percorreram caminhos europeus para nos alegrar e aumentar o “som” da nossa passagem.

Com o mapa rigorosamente analisado e constantemente explicado a todos os presentes, lá se seguiu viagem rumo a Aveiro, primeira paragem na estação de serviço, a tal das happy hours…

Nos subúrbios da Taboeira estacionou-se os veículos nas ruelas exteriores ao estádio. Com um rasgo de perícia e instinto, qual oásis no meio do deserto, descobriu-se o melhor tasco para nos alegrar antes do jogo, de nome Café Tabu…Medo, receio e expectativa invadiam as nossas almas.

Tamanhos sentimentos foram elevados a um patamar transcendente quando nos deparámos com duas empregadas capazes de fixar os olhares a cerca de 1,50m de cota altimétrica.

Mete fresquinhas cá para cima que nós vamos dando conta do recado. Com tamanha montra para olhar, a assistência fora aumentando, o convívio em volta da causa, juntara azuis e vermelhos que de mãos dadas e olhos fixos deparavam-se com os movimentos das RR Girls, ou não se chamassem Rita e Regina, as referidas ditas cujas.

Sempre com o controlo apertado do velho barbudo que produziu tamanho molde, lá se foi consumindo o tempo que nos distanciava do jogo.

Com a promessa de lá regressar e a horas incompatíveis com a presença dos velhos, lá se deixou o refúgio e caminhou-se para próximo do estádio.

Com paragem nas bifanas de serviço para beber, chegou-se lume a um apetrecho que animou os adeptos mais aficionados, antecedendo umas balas de borracha a cruzar os nossos caminhos.

Passada a revista apelidada por “vai embora gaja boaaa”, os pés já vibravam nas bancadas e por ali permaneceram algo apáticos durante um jogo que nos correu francamente mal. Mas uma gota no oceano não desmoraliza as tropas, e a carruagem ainda mal arrancou.

No fim do jogo e no trajecto para casa de realçar as meninas da vida perdidas no meio dos trilhos da Taboeira que regulavam a velocidade da carruagem.


Demasiados Fiéis para Desistir
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