Precisamente passados 365 dias eis que o fatal destino nos leva de volta onde quase tudo começou. Desta feita com o dobro da emoção, o triplo da adrenalina e o quádruplo da loucura…como diz a canção “toda a semana a pensar neste dia” e em perfeita sintonia com a letra lá se foi aguentando a semana e controlando a ansiedade para que chegasse o domingo, este especialmente diferente dos outros, pela viagem, pelo adversário, pelo troféu, e por toda uma semana que tardava em passar.
Á altura do desafio tinha de estar o farnel pois claro, as quatro sandochas habituais deram lugar a uma sacada delas, panadinhos, rissóis, rojões, nada faltou, ricas mães ultras!
Hora marcada e lá arrancámos nós direitos á Luz, paragem na melhor padaria de Ovar para encher uma sacada de pão, criteriosamente escolhida na proporção 6 para 4, lá fomos nós todos contentes, que fresquinho que estava o pão…aquela hora pois claro, á noite já se estava a roer bom pão rijo!

Viagem pela deserta A17 e paragem para o habitual toque de bola na paragem de serviço, qual bar do faroeste que com a chegada dos forasteiros entra em alvoroço, lá vem uma mulherzinha á porta demonstrar o seu apoio ao Benfica, e que bem que lhe calhou ser vermelha, caso contrário já estava a vidraceira a servir de baliza.
Como forma de agradecimento lá se foi visitar os sanitários, torneira com água, sabonete na saboneteira, tudo normal, até que se chegou as mãos ao secador e qual turbina com néon que arrancou quase a epiderme das mãos.
Conduzidos pelo b
Sentados no autocarro, sim porque existe quem vá de pé, lá se arrancou com a malta rumo ao Algarve. Passagem pela pista da Vasco da Gama e primeiro picanço do dia com um adversário á altura, o cavaleiro do asfalto conduzido o seu camião, seu nome “chinês”, a uns loucos oitenta e cinco quilómetros por hora lá se deliciou os amantes do street racing.
Paragem na estação permitida e toca a fazer uns bons 200m para fazer uma sande e voltar para trás!! Devia ser para ganhar fome! O da Sic até hesitou em ligar a câmara para captar tamanha façanha.
E com a bófia at
Autocarro ainda a arrefecer o radiador e toca a morfar mais um rojão e um panado à grande, o tal pão de Ovar ficava para a noite.
Entrada no estádio primeiro que os primeiros e uma revista muito gay antes da passagem pelo rafeiro, tudo limpo e lá estávamos nós a marcar o nosso lugar.
Pintado de vermelho o estádio, inclusive a menina que tinha a árdua tarefa de colocar os

E com o levantar do caneco, lá seguimos directos ao autocarro, cansados de tanto vibrar o cansaço apoderava-se e toca a fechar ligeiramente a retina, o que vale era a minha vez de ir á janela! Mas a tortura estava a chegar, a cada pergunta periódica de minuto a minuto se estava a dormir, se estava cansado e coisas do género, soava a voz inconfundível do grande Cid, José Cid sempre com os seus hits eternos a alegrar o belo do adepto, linda como a paisagem aquela hora lá se foi aguentando a viagem.

Meia-noite ultrapassada, e lá do escuro da frente surgiu o anúncio “e agora no varão…miss Sheila” e autocarro em alvoroço…só para quem lá esteve.
Chegados á luz toca a rumar para Norte, sempre a partir da 20 lá se derreteu pneu até á Mealhada onde um fiel adepto portista ficou pelo caminho, caso perguntasse se ia para Norte, a resposta seria obviamente “não vamos para Sul, mas em contra-mão!”.
Bem de madrugada com 2/3 gotas de gasóleo no veículo lá se chegou a casa, ansiosos por ver as imagens da festa no noticiário do almoço. “eu estive lá!” no jogo? “não, em Paderne, onde tudo começou!”.
DEMASIADO FIEIS PARA DESISTIR!
Grande crónica. Troca de vasilhame.
ResponderExcluirBoa crónica, orgulho ultra, orgulho Benfica, orgulho DV, orgulho nacional.
ResponderExcluirexcelente
ResponderExcluirta bonito tá :P
ResponderExcluirBrutal!!
ResponderExcluirEspétacular!
ResponderExcluirexclente post!
ResponderExcluiraltamente
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